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Em Padre Marcos, açude do Caboclo está com apenas 3% de sua capacidade, Prefeito Valdinar visitou o local, e diz que peixes estão morrendo e a pouca água está podre

04/03/2017

Após seis longos anos de seca no semiárido do Piauí, os pequenos reservatórios já secaram, e os maiores reservatórios já estão secando em Padre Marcos, cidade localizada a 410 km de Teresina, e a 85 km de Picos. Antes que a companhia de águas e esgoto do Piauí (Agespisa) se instalou no município, o fornecimento de água era feito pela Barragem de Caboclo, reservatório um pouco  menor do  que a Barragem do Estreito que fica na divisa dos municípios de Padre Marcos e Francisco Macedo. No ano de 2015 a barragem de Caboclo que fica entre os municípios de Padre Marcos e Belém do Piauí, ficou seca, com isso automaticamente o fornecimento da cidade de Padre Marcos passou a ser feito pela Barragem de Estreito.

 

Mas durante os seis longos anos de pouca chuva o reservatório de Estreito agora está com apenas 12 % de sua capacidade, com o mal cheiro de peixes mortos na Barragem de Caboclo o fornecimento voltou a ser feito pela Barragem de Estreito. O gestor do município de Padre Marcos, José Valdinar da Silva, acompanhado do Presidente da Defesa Civil do município, Fernando Carvalho,  esteve nos dois reservatórios na manhã deste Sábado 04 de março. O gestor fala que dias difíceis virão no reservatório da Barragem do Caboclo e Estreito, se não houver chuva para enchê-los.

“Nós estamos muito preocupados com a situação dos nossos reservatórios no município. Estamos em março, com apenas 3% da capacidade do açude de Caboclo, e mesmo assim com essas pouca capacidade, a água que temos está ficando podre, por causa de peixes que estão morrendo. Com isso nem os animais conseguem mais beber essa água. Outra alternativa é a Barragem de Estreito, que está com apenas 12% de sua capacidade.  Lá também tem outro problema, recentemente morreram 18 toneladas de peixes, e a água está com mal cheiro. Também estão esgotando de fato esses reservatórios, nós vamos ter que recorrer ao governo do estado  através  da Defesa Civil,  com  carros pipas e cavar poços artesanais na cidade. Nossa preocupação é que se não chover, dentre de 45 dias estaremos sem abastecimento d’água na cidade e também cidades vizinhas” finalizou o gesto.

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